quarta-feira, 14 de julho de 2010

INSPEÇÃO VEICULAR


Análise de Gases e a sua importância na reparação automotiva...

Em geral a análise das emissões de gases é uma realidade na tecnologia automotiva atual, pois através desta, o reparador pode utilizar esses dados para ajustes e reparo no funcionamento do motor.

Na verdade, os sistemas mais atuais de injeção possuem um componente que ajuda muito o trabalho da unidade de comando no controle da relação ar combustível, o sensor de O2, popularmente conhecido como sonda lambda. Este componente faz uma análise da quantidade de oxigênio presente na tubulação de escape e, através desta medição, a central eletrônica do veículo tem condições de corrigir a mistura, empobrecendo ou enriquecendo-a.

Falando um pouco dos principais gases resultantes da combustão, o CO2 (Dióxido de Carbono) é essencial para análise da eficiência do motor, pois, motores trabalhando acima de 12% de CO2, indicam que o motor está “queimando” o combustível de uma forma próxima do ideal.

O HC (Hidrocarbonetos) traduz-se em partículas de combustível que não foram queimadas na câmara de combustão, portanto, sua presença em alta quantidade geralmente indica condições de misturas mais ricas no motor desperdiçando combustível. A quantidade de hidrocarbonetos presentes no escapamento é medida em partes por milhão (PPM), ou seja, número de moléculas de HC presentes em um milhão de moléculas amostradas.

O CO (Monóxido de carbono) é resultante de uma combustão incompleta e, em condições de mistura ricas, a presença do CO aumenta consideravelmente. O nível de CO é medido em percentual de volume total das moléculas amostradas.

O O2 (Oxigênio) também é medido em percentual, e sua presença em grande quantidade é um indicativo de mistura muito pobre.

Outro gás importante na análise de emissões é o NOx (Óxidos de nitrogênio), porém, este gás é disperso em situações de carga do motor e em temperaturas superiores a 1300ºC a 1400ºC na câmara de combustão, portanto, para simulação em laboratório, é necessária a utilização de um dinamômetro.

Além do reparo, a análise de gases cria corpo com a chegada da inspeção veicular, onde os valores coletados no escape são comparados com valores menos rígidos, isto porquê a inspeção não está diretamente preocupada com o melhor rendimento e economia dos veículos, e sim na dispersão dos gases poluentes que prejudicam a natureza e nossa qualidade de vida.

Mesmo que um carro não esteja 100% regulado, se seu nível de gases poluentes dispersos no escape estiver dentro de uma tolerância, este veículo será aprovado. A diferença de objetivos é tão clara que, na análise de emissões voltada para inspeção, serão analisados somente o CO corrigido (quantidade de CO calculada pelo analisador de gases eliminando qualquer tipo de interferência de ar externo presente na tubulação de escape), diluição (% de CO + % CO2) e HC (combustível não queimado na combustão).

Um grande colaborador do controle de emissões de poluentes é o catalisador, que é uma peça encontrada na tubulação de escape dos veículos, formada internamente por um miolo cerâmico ou metálico, responsável pela transformação de gases tóxicos e gases que não causam mal ao meio ambiente.

A eliminação deste componente no sistema original do veículo implica ao proprietário penalidades previstas pela lei além de anomalias no controle de emissões do veículo.

Importante:

· O HC pode causar irritação nas vias respiratórias, anemias, leucemias e câncer pulmonar. Após a conversão ele transforma-se em vapor de água e gases inofensivos.

· O CO causa asfixia sistêmica, pneumonias e danos cerebrais, após a transformação em gás carbônico (gás exalado ao respirarmos).

· O NOx causa ardência nos olhos, no nariz e nas mucosas, bronquites, enfisemas e insuficiência respiratória. Após a conversão, ele se transforma em Nitrogênio.

· O O3 (oxidantes fotoquímicos) podem causar irritação nos olhos, garganta e infecções generalizadas. Durante a conversão catalítica, a transformação do HC, CO e NO, evita a formação do O3.

Lembrando:

· HC = combustível não queimado na combustão, geralmente proveniente de uma mistura muito rica, provocada por um sistema de ignição ineficiente, baixa compressão dos cilindros ou relação ar/combustível extremamente rica ou extremamente pobre (lembrando que se tivermos uma entrada falsa de ar muito grande na admissão, não ocorre a queima, o que resulta na presença de combustível no escape).

· CO = Níveis altos de CO são indicativos de uma mistura rica.

· CO2 = Em situações superiores a 12%, indicam bom funcionamento do motor.

· O2 = Níveis elevados de O2 indicam condição de mistura pobre no motor.

Para extrairmos essas leituras é necessária a utilização de um equipa-mento denominado analisador de gases, que nos fornecerá um perfeito laudo da combustão, mostrando valores que auxiliarão na reparação e regulagem dos motores além da impressão de relatórios oficiais aprovando ou não o veículo em questão.

Departamento Técnico da ALFATEST.


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